Escrito em 23/03/2015, 17:29

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Trabalhadores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) reuniram-se na tarde desta segunda-feira (23/03) no auditório da Unioeste, campus de Cascavel, com o intuito de avaliar a pré-proposta do governo sobre a Previdência. Convocada pelo Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná), a assembleia esclareceu a proposta do governo e sanou dúvidas dos servidores.

A nova proposta apresentada ao FES (Fórum Estadual dos Servidores) no dia 19 de março é de uma nova segregação de massa: os atuais aposentados com mais de 73 anos, que estão hoje no Fundo Financeiro, passariam para o Fundo Previdenciário. Seriam cerca de 33 mil aposentados realocados ao FP. Nos cálculos do governo, isso representaria uma folga de mais de R$ 140 milhões ao mês para o Estado.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Romanelli (PMDB), afirma que um projeto de lei será enviado à AL até o dia 31 de março. Para o FES, o tempo é curto para o devido debate com os servidores. “Não sabemos ainda o risco real dessa proposta apresentada pelo governo. Diferente do que havia sido acordado, não foi feito um amplo debate com as categorias”, comenta Gracy Kelly Bourscheid, presidente do Sinteoeste. Em virtude disso, os servidores aprovaram deliberação na assembleia para que o prazo de discussão do tema seja ampliado em pelo menos 60 dias.

Na próxima quarta-feira (25), o FES realizará um seminário em Curitiba para debater a pré-proposta do governo. Será um debate técnico e político para discussão da sustentabilidade financeira e atuarial e as definições políticas para implementações de sustentabilidade. O Fundo Previdenciário tem hoje uma durabilidade de 57 anos (sem novos aportes). Com a nova proposta, o Fundo Previdenciário terá a durabilidade de 30 anos. “O Fundo Previdenciário está em equilíbrio financeiro e atuarial e não há necessidade de alterá-lo”, destaca Gracy Kelly Bourscheid.

Os servidores da Unioeste e do HUOP suspenderam no dia 12 de março a greve da categoria que havia sido deflagrada no dia 16 de fevereiro. No entanto, os servidores técnicos e professores mantiveram o estado de greve, o que significa que a paralisação pode ser retomada caso o governo estadual descumpra acordos firmados com o movimento paredista.

Crédito: Júlio Carignano