Escrito em 11/12/2014, 21:57

Servidores do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) e Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) rechaçaram nesta quinta-feira (11/12) a contraproposta de reformulação do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) dos técnicos apresentada na semana passada pelos DRHs (Departamento de Recursos Humanos) em conjunto com a SETI (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior).

A decisão ocorreu em assembleias gerais convocadas pelo Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná). A contraproposta de reformulação do plano, principal item da extensa pauta das reuniões, foi rechaçada por unanimidade pelos trabalhadores do HUOP e por ampla maioria na Unioeste, com apenas quatro abstenções.  

Para o conjunto da categoria, além de não trazer qualquer beneficio aos trabalhadores, a proposta ainda divide a categoria dos técnicos em duas carreiras: profissional (ensino superior) e gestão universitária. "Não há como admitir essa contraproposta, não podemos aceitar algo que não traz benefício algum e que ainda promove a divisão da categoria. Isso não é uma proposta de alteração de carreira, com uma reformulação neste sentido é melhor ficar com o que já temos", afirma a presidente do Sinteoeste, Gracy Kelly Bourscheid.

Para a dirigente sindical, a contraproposta é uma amostra que o governo estadual não está disposto a negociar com os servidores das universidades públicas. "Eles simplesmente ignoraram todos os trabalhos e estudos dos sindicatos, que não tiveram qualquer participação nesta proposta. Fomos retirados do processo e nos querem empurrar algo goela abaixo".

Para a professora Francis Guimarães Nogueira, vice-presidente do Sinteoeste, a SETI está buscando ampliar uma divisão entre os trabalhadores que já existe dentro das IEES. "Lutamos tanto para a isonomia entre professores e técnicos, portanto não podemos admitir que seja ampliada uma divisão dentro das universidades. Queremos que a carreira dos técnicos seja reconhecida e que nossa pauta seja respeitada", afirmou.

Além da proposta de divisão entre duas carreiras, os trabalhadores apontaram outros itens como a ausência de valores na tabela salarial e o engessamento das regras de promoção e progressão na carreira técnica. "O que nos foi apresentado foi apenas uma estrutura, uma vez que a tabela salarial está vazia nos valores. Além disso por essa proposta a promoção por titulação ficaria restrita aos cargos com nível superior", comenta Gracy Kelly.   

A proposta apresentada pelos sindicatos tem como principais itens de pauta: incentivo a titulação, gratificação vinculada a projetos institucionais, equiparação salarial com demais carreiras do Estado, carga horária reduzida dos servidores com função na área de saúde e realização de concursos públicos.