Escrito em 27/02/2015, 18:11

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Em assembleia realizada nesta sexta-feira (27/02), os servidores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) e do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) decidiram manter a greve por tempo indeterminado. A reunião, convocada pelo Sinteoeste (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos do Ensino Superior do Oeste do Paraná), aconteceu no anfiteatro do campus de Cascavel.

A deliberação é uma reação do movimento paredista diante da tentativa do governador de pôr fim à greve e dos rumores que as negociações entre governo e trabalhadores das IEES (Instituições Estaduais de Ensino Superior) teriam avançado. "Não houve nenhum avanço em relação a defesa da nossa aposentadoria, pois o governo continua ameaçando enviar nos próximos dias o projeto de alteração da ParanáPrevidência e um dos principais motivos da nossa entrada na greve, que é a questão da autonomia financeira, segue sendo ameaçada, visto que o governo formou uma comissão para elaborar projeto de autonomia financeira para as universidades estaduais", comenta Gracy Kelly Bourscheid, presidente do Sinteoeste.

A dirigente sindical explica que a autonomia proposta pelo decreto é uma tentativa do governador Beto Richa de fugir da responsabilidade de financiar integralmente as IEES. Ela esclarece que a autonomia universitária já é prevista constitucionalmente. "Nós já temos a autonomia prevista constitucionalmente, não há porque discutir essa mudança", esclarece.

A aprovação da continuidade da greve ocorre 24 horas depois do COU (Conselho Universitário) da Unioeste decidir por unanimidade suspender o calendário acadêmico de 2015. "A suspensão de todos os calendários acadêmicos tem o objetivo de dar maior segurança aos nossos acadêmicos, para que as atividades aconteçam posteriormente na sua integralidade e no mesmo momento", explica Gracy.

Na segunda-feira (02/03), data que estava prevista para o início das aulas, os servidores da Unioeste e do HUOP farão um ato de recepção a estudantes que eventualmente desconheçam a continuidade da paralisação. Eles entregaram panfletos explicando os motivos da greve e as reivindicações da categoria. O DCE (Diretório Central de Estudantes) do campus de Cascavel também está preparando um ato chamado “Aula pública não inaugural” e assembleias de estudantes para segunda-feira, nos períodos da manhã e noite.  

Moção de apoio

Outra deliberação da assembleia do Sinteoeste foi a aprovação de uma moção de apoio dos servidores do HUOP e da Unioeste aos servidores municipais da saúde de Cascavel, que também estão em greve. A pauta de reivindicações dos trabalhadores inclui itens como jornada de trabalho, adicional de urgência e emergência, reajuste salarial, adicional de insalubridade e repasse do PMAQ - Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade - aos PSF e UBS, conforme portaria do Ministério da Saúde.

 Crédito: Júlio Carignano