Escrito em 21/05/2015, 16:34

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Trabalhadores da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) e professores e funcionários da rede básica estadual promoveram nesta quinta-feira (21/5) uma manifestação na Avenida Tancredo Neves, em frente a unidade hospitalar. Os servidores estão em greve por tempo indeterminado desde a aprovação da lei que alterou as regras da Paranaprevidência e a situação foi agravada após o anúncio do descumprimento da data base da categoria por parte do governo.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, os trabalhadores fizeram um apitaço e paralisaram o trânsito da avenida liberando a passagem dos veículos em períodos intercalados. O ato público recebeu o apoio de motoristas que atendiam aos pedidos ao megafone para que buzinassem em apoio a luta legítima dos servidores públicos estaduais.

Panfletos informativos com as razões da greve e com detalhes da pauta do funcionalismo público do Paraná foram entregues aos motoristas. Até mesmo um camburão foi confeccionado pelos grevistas em menção ao grupo de deputados da base de apoio do governador Beto Richa (PSDB) que precisaram de um camburão para entrar na Assembleia no dia 12 de fevereiro durante o dia da votação do projeto da previdência.

A manifestação, que durou cerca de uma hora, também teve o objetivo de chamar a atenção da população para o descaso do Governo do Estado que se nega a cumprir a lei estadual que determina que a correção da inflação deve ser feita sobre o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que está em 8,17%. A proposta do governo é de apenas 5%, o que não repõe a perda do período dos últimos 12 meses.

A segunda greve do ano de professores e servidores da rede pública estadual de ensino das universidades estaduais está prestes a completar um mês. No HUOP os serviços começaram a ser reduzidos nesta quarta-feira (20/5) O ambulatório foi parcialmente fechado, atendendo somente os 30% de serviços essenciais. O Comando de Greve do HUOP está prestando esclarecimentos à população sobre os motivos da paralisação.

 

Crédito: Júlio Carignano