À comunidade paranaense, em especial, à comunidade acadêmica da Unioeste
Neste momento em que a UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná - inicia suas atividades universitárias de 2010, desejamos a todos - alunos, professores e técnico-administrativos - sucesso na busca de realização de seus projetos pessoais e coletivos e que a realização destes projetos de cada um, traga sua parcela de contribuição para a melhoria das condições de trabalho e de vida de todos paranaenses e brasileiros.
Convictos de que a democracia e o respeito mútuo entre os agentes universitários é condição necessária para que a Universidade possa desenvolver suas atividades de ensino, pesquisa e extensão em prol da comunidade em geral e, convictos de que o conhecimento e a lembrança das tragédias podem contribuir com a prevenção, nesta oportunidade também não podemos deixar de relembrar o rude golpe antiético e antidemocrático que atingiu a comunidade acadêmica em janeiro de 2008.
Como se sabe, em 17 de janeiro de 2008, por meio do decreto Nº 2072, o governo Requião nomeou a chapa – Alcibíades e Benedito – como Reitor e Vice-Reitor da universidade, a despeito de terem perdido as eleições ocorridas na Unioeste em setembro de 2007 e a despeito de terem prometido à comunidade acadêmica e regional não aceitarem a nomeação caso fossem derrotados nas urnas. Vejamos, de modo sucinto, como ocorreram os fatos.
A Usurpação do poder na Unioeste
Na campanha eleitoral de 2007, Alcibíades - e seus apoiadores (professores ou técnicos honrados, mas que, lamentavelmente, maculam os respectivos passados ao apoiar e participar da partilha de um poder usurpado) -mentiu para a comunidade acadêmica, ao não cumprir suas promessas de campanha. Na campanha eleitoral, haviam prometido à comunidade acadêmica e regional que respeitaria a vontade da comunidade acadêmica e que não aceitaria sua nomeação caso perdesse as eleições.
Eis as palavras do próprio candidato a reitor, Alcibíades: “a decisão que for tomada nas urnas deverá ser acatada, né”; “a democracia tem que ser respeitada em todas as instâncias, portanto, né, acima de tudo, zelo pela democracia, pelos princípios da legitimidade”; “se não for escolhido nas urnas, jamais, inclusive solicitarei ao (Conselho Universitário?) que não mande meu nome para Curitiba” (transcrição de seus pronunciamentos durante a campanha eleitoral. (Veja áudio no site, abaixo).
Bem ao contrário do que prometeu, Alcibíades – e seus apoiadores – não “acatou as decisões tomadas nas urnas”; não “respeitou a democracia”; não “zelou pelos princípios da legitimidade” e, com atitudes burlescas, se não fosse a insanidade do ato, tramou (Veja Jornal O GOLPE, no site abaixo) a nomeação e levou “seus nomes para Curitiba”. Sem hesitação e sem gesto de grandeza, Alcibíades - e seus apoiadores - virou as costas para a comunidade acadêmica e regional e, sem escrúpulo, aceitou que o governo do Estado o conduzisse à Administração Superior da Universidade.
As atitudes burlescas e insanas de Alcibíades e seus apoiadores são marcas não só de suas tramas para obterem a nomeação vergonhosa, mas também do cerimonial de sua posse e de sua gestão da universidade.
Na trama, atropelaram a decisão do Conselho Universitário que aprovou, por unanimidade, o resultado das eleições e, na ânsia de assumir os cargos que não lhes pertenciam, foram à Secretaria da Educação em Curitiba insinuar que o Conselho Universitário teria aprovado uma eleição fraudulenta e que, portanto, os cinqüenta e dois conselheiros ali presentes – inclusive Alcibíades e seus apoiadores – eram irresponsáveis.
Na posse, fizeram um cerimonial restrito a portas fechadas nos labirintos da Secretaria de Ciência e Tecnologia em Curitiba, ao invés de fazê-lo – caso tivessem sido democraticamente eleitos pela comunidade acadêmica – nas dependências da universidade e com a participação dos membros da comunidade acadêmica e regional. Ao invés disso, como o tirano que teme a plebe que espezinha, Alcibíades teve que fugir da comunidade acadêmica e dos jornalistas a quem devia explicações sobre seus atos: entrou de férias logo após o ato da posse; fez as reuniões do Conselho Universitário fora da Reitoria para fugir da comunidade acadêmica ferida em sua dignidade.
Na gestão da universidade, como sempre o fizera, Alcibíades desrespeitou as normas do Conselho Universitário; indeferiu a decisão do Conselho Universitário em auto reunir-se para tomar medidas contra suas arbitrariedades e mentiras; de maneira velada ou manifesta, intimidou conselheiros a não assinar a autoconvocação do Conselho Universitário; destituiu de suas funções Conselheiros que haviam assinado a autoconvocação; não responde aos ofícios encaminhados pelo sindicato, quando responde, é via mandato judicial; deixa no ostracismo técnicos ou professores que não apoiaram e não apóiam suas atitudes e de seus apoiadores, etc.
A atuação do Sinteoeste
Como se sabe, ao longo destes dois anos, o Sinteoeste “não se intimidou, não se calou e não parou” diante das mentiras, das arbitrariedades e da arrogância de Alcibíades e seus apoiadores. Desde janeiro de 2008 quando começou a suspeitar da trama de Alcibíades, Benedito e seus apoiadores, o Sinteoeste – aliado a outras entidades da comunidade acadêmica, Aduct; Asfacitol; Afuvel; DCE de Toledo; DCE de Cascavel (DCEs de Foz do Iguaçu estava inativo em 2008) – sempre promoveu ações visando resgatar a dignidade da comunidade acadêmica, o respeito ao Conselho Universitário, às leis e à democracia universitária. Realizou diversas assembléias da categoria ou em conjunto com outras entidades para as discussões e deliberações sobre esta tragédia que se instaurou sobre a vida universitária; promoveu manifestações contra o arbítrio e a arrogância de Alcibíades e seus apoiadores; elaborou e distribuiu jornais, boletins e panfletos informando e denunciando as atitudes e as agressões de Alcibíades e seus apoiadores à comunidade acadêmica, ao Conselho Universitário e às leis e à democracia universitária; promoveu ações judiciais sobre as atitudes desastrosas de Alcibíades, Benedito e seus apoiadores, etc. Não paramos!
Jornal O GOLPE - Sinteoeste - 02/2008
O Paraná em defesa da ética e da democracia na Unioeste
Recentemente, 29 de janeiro de 2010, o Reitor da Universidade Estadual de Londrina, prof. Wilmar Marçal, divulgou importante artigo nos meios de comunicação, mostrando sua indignação com os acontecimentos na Unioeste. Eis alguns trechos:
O decreto vadio que atingiu a Unioeste
“(...) Com lamento, na história de Cascavel, mais especificamente na Unioeste, o princípio da escolha, preferência da maioria e, por conseguinte a democracia não foi respeitada em 2007. Um decreto vadio nomeou dois derrotados para dirigir aquela Universidade. (...)Um festival de horrores, absurdos e desrespeito a comunidade da Unioeste e a população de toda região Oeste. Agora, aproxima-se abril e também o tempo de mudanças e acertos no Governo do Estado, por mais curto que seja o mandato. Esperanças são creditadas no futuro gestor que deverá abrir o cofre da honestidade e corrigir as distorções causadas pela inebriante ação dos efeitos e interesses maléficos de uma equipe de caráter dúbio na gestão do ensino superior do Paraná.(...) Por isso, todos torcemos pela revogação do maldito e vadio Decreto nº 2072 de 17/01/2008 e a efetivação nomeação e posse dos eleitos democraticamente para dirigirem os destinos da Unioeste (...) Esse episódio lamentável manchou a história da Universidade. A repercussão no mundo acadêmico, científico e na própria sociedade promoveu desgaste severo aos membros de bem da comunidade da Unioeste. Todos esperam a reversão dessa mediocridade. Se a vaidade, a mentira e a enganação não estivessem presentes nas ações das pessoas maldosas e perdedoras, que ludibriaram a boa fé dos vencedores, a dinâmica da Unioeste seria escrita com linhas retilíneas, sem borrões e sem errorex”
Reitor da Universidade Estadual de Londrina - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
(Fonte: Jornal O Paraná, pg. A3, em 29/01/2010)Veja tudo sobre a intervenção na Unioeste: www.sinteoestepr.com.br
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